Matt Redman e a importância da Trindade nas canções de adoração

Matt Redman escreveu um artigo para a revista Worshipleader (você encontra o original, em inglês, aqui) falando sobre a importância da doutrina da Trindade da adoração de hoje.

Com tradução de Eduardo Mano e revisão de Gustavo Nagel

Julgando por suas perguntas, minha filha de 4 anos, Maisey, está se tornando uma teóloga. Recentemente, com sua pequena e questionadora mente em velocidade total, ela soltou uma pergunta difícil para mim: “Papai, Jesus é Deus ou Ele é o Filho de Deus?”. Tomado pela surpresa, tentei explicar da maneira mais simples possível que Ele é ambos. “Ahhhh”, veio então sua resposta frustrada, “isso é tão confuso!”. E sorrindo para mim mesmo eu estava feliz que ela queria ter uma imagem mais clara de quem Deus é.

Há um grande desafio a todos os líderes de adoração e compositores de hoje, para que apresentem uma clara imagem de quem Deus é através das músicas que cantamos. Isso não é apenas uma questão de honrar o Nome de Deus tão plenamente quanto possível – mas também nossas canções de adoração têm um importante papel ao influenciar a visão das pessoas a respeito de Deus. Uma responsabilidade assustadora e pesada.

                                                                                                                                                       Atenção urgente

 

Eu, recentemente, escrevi a líderes de louvor de várias correntes dentro da Igreja, perguntando a eles quais áreas da Teologia precisavam de uma atenção urgente nas canções de adoração de hoje. Em outras palavras, quais são as lacunas e os pontos-cego em nossa atual dieta de adoração? De longe, a mais freqüente resposta foi a Trindade. Como Chris Cocksworth, Diretor da Ridley Hall, em Cambridge, resumiu:

“Precisamos que a ‘geografia Trinitariana de adoração Cristã’ seja esclarecida em nossas canções de adoração”(1)

O professor Lester Ruth, do Seminário Asbury, recentemente completou um estudo fascinante acerca do uso de canções de adoração Trinitarianas nas igrejas dos Estados Unidos entre os anos de 1989 e 2004. Ele identificou as 72 canções mais cantadas nesse período, como documentado no CCLI, e estudou seu conteúdo, particularmente com uma visão de contemplar a visão acerca da Trindade das mesmas. Professor Ruth descobriu que nenhuma das 72 músicas referem-se explicitamente à Trindade ou à natureza Triuna de Deus. E, ainda mais ao ponto, apenas três das músicas referem-se, ou nomeiam, todas as pessoas da Trindade. Em particular, poucas delas são dirigidas a Deus Pai ou ao Espírito Santo. Essas chocantes descobertas deveriam servir como um alerta aos compositores e dirigentes de culto em todos os lugares.

Confiança teológica

 

Minha teoria é que para muitos de nós, músicos, nossa falta de produção conformada à Trindade é devida à falta de confiança, falta de certeza teológica nessa área. Com certeza, nós sabemos que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. Ou, talvez, nós estejamos incertos quanto a como as Três Pessoas da Trindade interagem quando se trata da adoração, e acabamos petrificados de medo com a possibilidade de escrever algo que seja, na melhor das hipóteses, uma má interpretação, e na pior das hipóteses, uma heresia. Portanto, instintivamente, preferimos evitar essa área por completo, ao invés de afundar-nos em um poço teológico. Para outros, pode haver diferentes razões. Talvez nós simplesmente não tenhamos pensado nessa área o bastante. Qualquer que seja o caso, a correção chegou, e agora é a hora de compositores e líderes de adoração responderem positivamente a esse alerta.

Nós escrevemos o que lemos                                                                

 

A melhor forma de produzirmos algo é, em primeiro lugar, captarmos dados. Devemos nos imergir neste tema, usando todas as fontes disponíveis: livros, cursos e professores. Às vezes um teólogo nos ajudará a colocar em palavras, ou a entendermos mais profundamente aquilo que instintivamente nós cremos ser verdade, e, assim, nos ajudar a trilhar um caminho que ajudará outros. Há tempos em que precisamos escrever claramente acerca da Trindade, nos dirigindo e respondendo a cada uma das Pessoas que a compõe pelo Nome. Há várias canções disponíveis em que cantamos ao Pai na primeira estrofe, ao Filho na segunda estrofe e ao Espírito na terceira, e isso é ótimo.

Mas esse não precisa ser o único modelo.

Outras vezes, nossa referência não precisa ser tão explícita, mas ainda assim um senso da Trindade deve estar sempre lá, mesmo que ao fundo. Robin Parry diz, “quando se trata da adoração, a Trindade deve ser como a gramática em uma frase”(2). Nem sempre é explícito, mas ela dá base e forma a tudo.

Voltando a Chris Cocksworth e suas sábias palavras:

“Às vezes eu sinto que nossas canções de adoração não permitem que a canção que Jesus canta ao Pai seja cantada em mim. Embora as canções me levem a Jesus, elas nem sempre me levam para, com e através de Jesus àquele que Ele chama de Abba.” (3)

Dirigentes e Líderes de Adoração, aceitemos o desafio.

 

[Nota do autor – As músicas de Matt Redman incluem “Essência da Adoração”, “Better is One Day” e “Blessed Be Your Name”. Como autor, ele escreveu “The Unquenchable Worshipper”, “Facedown” e “Blessed Be Your Name”. Matt, sua esposa e três filhos vivem em West Sussex, Inglaterra].

Fonte: http://www.cristianismocriativo.com.br

 

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2 Respostas to “Matt Redman e a importância da Trindade nas canções de adoração”

  1. MUITO BOM!!

    Verdadeiramente como o texto diz, nós escrevemos o que lemos! E complementando, nós falamos o que lemos, transmitimos o conhecimento que foi adquirido.

    Precisamos ser mais profundos.

    Gosto muito do Matt Redman, suas canções falam muito bomigo.

    Excelente post!!!!

    Fiquem na Paz
    PRI

  2. Tema muito interessante e importante! Conhecer a Trindade é o básico, o início do Cristianismo. Como a Pri escreveu, profundidade é necessário…

    Paz, e que Deus abençõe!

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